Roda de Diálogo Internacional: las ballenas francas inspiran un turismo con territorio y memoria

Garopaba, Santa Catarina – agosto 2025.

(Versão em português no final)

 

En el marco de la celebración de las ballenas francas en el litoral sur de Santa Catarina, Brasil fue escenario de una Roda de Diálogo Internacional que reunió voces de América Latina y Europa alrededor de un mismo horizonte: el Turismo de Base Comunitaria (TBC) como camino para cuidar el territorio, fortalecer la memoria y proyectar futuros sostenibles.

El encuentro, moderado por Telma Amorin y Claudia Ranaboldo, abrió con la bienvenida del Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), que subrayó el papel del turismo comunitario como motor de desarrollo territorial, innovación y formación con raíces locales. A su vez, Sergio Pinheiro recordó la trayectoria iniciada en 2008 con el proyecto de Desarrollo Territorial Sustentable con Identidad Cultural (DTS-IC), que dio origen a experiencias como el TBC Costa Catarina y la emblemática Celebración de Bienvenida a las Ballenas.

 

 

Voces que tejen experiencias

Las intervenciones fueron un mosaico de historias vivas:

  • Rodrigo G. Pingaro recordó que el turismo puede ser tanto constructivo como destructivo, y que solo al trabajar con las comunidades respetando la naturaleza se abre el verdadero camino.
  • João H. Qoos destacó el privilegio único de observar ballenas francas desde tierra, en un entorno que constituye su berçario natural, sin generarles estrés.
  • Simona Signorile compartió cómo su experiencia como visitante en comunidades de la Costa Catarina transformó su mirada y su vida, mostrando el poder del intercambio cultural.
  • Desde Perú, Andrés Ugaz y Josué Abad contaron cómo la gastronomía y la pesca artesanal pueden sostener identidades y medios de vida a través del turismo de experiencias.
  • Ana Paula Machado (Paulinha) relató la historia de sucesión familiar en una comunidad quilombola, donde una horta orgánica se convirtió en punto de encuentro para visitantes con el café “Sabores da Roça”.
  • Joaquim S. Fermino habló del artesanato en junco y taboa, que encontró en el TBC una nueva esperanza frente a la escasez de materias primas.
  • Leonardo de Souza recordó que su familia ya practicaba turismo comunitario sin saberlo, al recibir visitantes en el alambique y engenho de farinha del abuelo Vô Zeca. “En el TBC vendemos experiencias, no solo productos”, subrayó.

 

 

 

Más que turismo: encuentro, memoria y futuro

El evento dejó claro que el turismo comunitario no necesita disfraces ni narrativas externas para atraer visitantes: el valor está en los saberes locales, en la cocina que cuenta historias, en las artesanías que resisten, en los paisajes que guardan memoria.

Los participantes coincidieron en que se trata de un turismo que articula la conservación de ecosistemas con el diálogo intergeneracional, reconociendo los límites de espacio y tiempo que solo las comunidades saben custodiar.

 

 

Un llamado que trasciende fronteras

La Roda de Diálogo Internacional fue más que un intercambio: fue una celebración de la vida, la memoria y el futuro compartido. Las ballenas francas, que cada año regresan a la costa de Santa Catarina, fueron el símbolo de un mensaje común: otro turismo es posible, uno que nace de la comunidad, cuida la naturaleza y construye territorios vivos y sostenibles.

 

Una agenda para el futuro

Entre los aprendizajes, destacó la importancia de fortalecer capacidades colectivas, como muestran las experiencias de Sinergia Brasil–Italia y Entre Dos Aguas, y el rol fundamental de instituciones como el IFSC, capaces de tender puentes entre tradición e innovación, y de ofrecer formación acreditada con arraigo territorial.

Existe un espacio para invertir en jovenes generaciones, apuntalar redes internacionales con bases territoriales sólidas, involucrar a maestros locales en la formación y en las rutas de aprendizajes así como en el diseño de proyectos conjuntos, compartiendo enfoques y metodologías.

Además, una herramienta como Juntanza está abierta a recoger testimonios, vivencias, análisis, enseñanzas desde los actores locales e institucionales para difundir las experiencias, generar más diálogos e iniciativas compartidas.

 

______________________________________________________________________________________________

 

Roda de Diálogo Internacional: As Baleias Francas inspirando um turismo com identidade cultural e memória territorial

 

Garopaba, Santa Catarina – agosto de 2025.

Como parte da X Celebração de Boas-vindas as Baleias-Franca no litoral sul de Santa Catarina, Brasil, foi realizada uma Roda de Diálogo Internacional reunindo vozes da América Latina e Europa conversando sobre um mesmo tema: O Turismo de Base Comunitaria (TBC) como caminho para cuidar do territorio, fortalecer a memória e cultura das comunidades tradicionais e promover um futuro mais sustentável.

O encontro virtual, moderado por Telma Amorin e Claudia Ranaboldo, se iniciou com as boas-vindas do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), que promove o turismo comunitario como motor de desenvolvimento territorial, inovação e formação com raízes locais. Na sequência, Sergio Pinheiro recordou a trajetória iniciada en 2008 com o projeto de Desenvolvimento Territorial Sustentável com Identidad Cultural (DTS-IC), que deu origem a experiências como o TBC Costa Catarina e o emblemático festival multicultural “Celebração de Boas-vindas as Baleias Franca”.

 

 

Vozes que relataram experiências

As intervenções ilustraram um mosaico de histórias vivas:

  • Rodrigo G. Pingaro recordou que o turismo pode ser tanto construtivo como destrutivo, e que só trabalhando com as comunidades locais e respeitando a natureza trilhamos o verdadeiro caminho.
  • João H. Qoos destacou o privilégio único de observar as Baleias franca da terra, sem gerar stress aos animais, os quais elegeram esse território como seu berçário natural.
  • Simona Signorile compartilhou como a sua experiência visitando as comunidades tradicionais que fazem parte do TBC Costa Catarina transformou seu olhar e sua vida, mostrando o poder do intercâmbio cultural.
  • Do Perú, Andrés Ugaz e Josué Abad contaram como a gastronomía e a pesca artesanal podem sustentar identidades e modos de vida a través do turismo de experiências.
  • Ana Paula Machado (Paulinha) relatou a história de sucessão familiar em uma comunidade Quilombola, onde uma horta orgânica se converteu em ponto de econtro para visitantes com o café “Sabores da Roça”.
  • Joaquim S. Fermino falou do artesanato de junco e taboa, e que encontrou no TBC uma nova esperança frente a escassez dessas matérias primas no território.
  • Leonardo de Souza recordou que sua familia já praticava turismo comunitario sem saber, recebendo visitantes no Alambique e Engenho de farinha do Vô Zeca, seu avô. “No TBC vendemos experiências, não só produtos”, relatou.

 

 

Mais que turismo: encontro, memória e futuro

O evento deixou claro que o turismo comunitário não necessita disfraces nem narrativas externas para atrair visitantes: O valor está nos saberes locais, na culinária que conta histórias, nos artesanatos que resisten e nas paisagens que guardam memórias.

Os participantes concordaram que se trata de um turismo que articula la conservação de ecosistemas com o diálogo entre gerações, reconhecendo os limites de espaço e tempo que só as comunidades sabem conservar.

 

 

Um chamado que transcende fronteiras

A Roda de Diálogo Internacional foi mais que um intercâmbio: foi uma celebração da vida, da memória e do futuro compartilhado. As Baleias franca, que a cada ano voltam ao berçário no litoral centro-sul de Santa Catarina, são um símbolo de uma mensajem comum: Um outro turismo é possível, um que nasce nas comunidades, cuida da natureza e promove territórios vivos e sustentáveis.

 

Uma agenda para o futuro

Entre as aprendizagens, destacou-se a importância de fortalecer capacidades coletivas, como mostram as experiências de Sinergia Brasil–Italia e Entre Duas Aguas, e o papel fundamental de instituições como o IFSC, capazes de fortalecer pontes entre tradição e innovação, além de oferecer formação com base nas identidades territoriais.

Existe um espaço para investir em gerações mais jovens, aproximar redes internacionais com bases territoriais sólidas, envolver Mestres locais nas formações e rotas de aprendizagem, assim como na elaboração de projetos conjuntos, compartilhando enfoques e metodologías.

Nessa perspectiva, uma ferramenta como Juntanza está aberta a receber testemunhos, vivências, análisis e relatos de atores locais e instituições para divulgar as experiências, gerar mais diálogos e iniciativas coletivas.

 

 

 

Ayúdanos a difundir este contenido

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

El tamaño máximo de subida de archivos: 10 MB. Puedes subir: imagen, audio, vídeo, documento, hoja de cálculo, interactivo, texto, archivo, código, otra. Los enlaces a YouTube, Facebook, Twitter y otros servicios insertados en el texto del comentario se incrustarán automáticamente. Suelta el archivo aquí